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A entrada em serviço da A16 a 30 de Setembro de 2009, infraestrutura integrada na Concessão Rodoviária da Grande Lisboa, permitiu o descongestionamento do tráfego do IC19 e da A5 ao desenvolver uma nova circular exterior à área metropolitana de Lisboa, ligando a A9 – CREL à A5, favorecendo uma população estimada em 640 mil habitantes só nos concelhos de Sintra e Cascais.
A empreitada de construção foi adjudicada ao consórcio entre o Grupo MonteAdriano, Rosas Construtores, S.A. e a Empresa de Construções Amândio Carvalho, S.A., liderado pelo Grupo MonteAdriano.
O Grupo MonteAdriano nasce em Janeiro de 2005 após a fusão da Monte & Monte com a empresa Sociedade de Empreitadas  Adriano, tornando-se um dos grupos nacionais com maior expressão na indústria da construção civil em Portugal, tendo inclusivamente diversificado as suas áreas de negócios e internacionalizado a sua posição no mercado com a criação das sucursais da Roménia, Angola e Cabo Verde.


Na execução da empreitada de construção da A16, a Monte Adriano, no âmbito da actividade de I&D desenvolvida internamente pelo grupo, através da Montinovação, apresentou à Lusolisboa, Auto Estradas de Lisboa, S.A. uma solução variante para o pavimento rodoviário em questão que consistia na execução de solo cimento com 23cm de espessura seguida de uma camada de tout-venant com 12cm, em alternativa aos 40cm de tout-venant preconizados pelo projecto de execução, por ser uma solução construtiva mais rápida e menos dispendiosa, uma vez que permite a incorporação do solo natural do leito do pavimento como constituinte de uma camada estrutural. É ainda possível com este método diminuir o volume de escavação, limitar a utilização de solos de empréstimo de qualidade superior, consequente diminuição dos volumes transportados a vazadouro com os correspondentes benefícios ambientais e económicos que daí advêm.
 
O solo cimento é uma mistura homogénea de solo, cimento e água em quantidades estabelecidas. Nesta obra o processo iniciou-se com a escavação e britagem do solo em instalações próximas da frente de trabalho, seguida da sua deposição em camadas. Espalhou-se o cimento sobre a camada a tratar, tendo-se sucedido a fresagem que promoveu a mistura entre o solo e o cimento. Adicionou-se água por aspersão, na quantidade correspondente ao teor de humidade óptimo, permitindo a hidratação da mistura, que após compactação pesada, endurece e adquire a resistência que lhe permite ser utilizada como fundação de pavimentos rodoviários, com a durabilidade desejável para obras desta natureza.
 
O interesse da solução solo cimento na execução da A16 foi confirmado através da realização de um estudo laboratorial que também permitiu definir o teor de cimento adequado para fazer face às exigências estipuladas. Com base no estudo desenvolvido pela MonteAdriano, definiu-se um teor de cimento entre os 3,0% com solos calcários e os 3,5% com solos margosos, recorrendo ao cimento CEM II/A-L 42,5R da Cimpor. 
 

 

Consumo de Cimento: 4.900 t CEM II/A-L 42,5R
Volume de solos reaproveitados: 157.000m3
Diferença de volume de Tout-Venant utilizado: 345.000 t

 


 


 

 

 

 

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