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Não foi o norte-irlandês Kris Meeke o único a triunfar na quinquagésima edição de 2016 do rali de Portugal quinta prova do Campeonato Mundial de Ralis.

A Câmara Municipal de Caminha, a empresa MANUEL DA SILVA PEREIRA & FOS Ldª http://www.mspconstrucao.pt/ e as populações das freguesias de Gondar e Orbacém, Dem, Argela, Venade e Azevedo Riba de Âncora, Vile, Moledo e Cristelo e Caminha e Vilarelho obtiveram também vitórias significativas embora em vertentes diferentes da desportiva graças ao estado que o piso das etapas especiais de classificação de Caminha 1 e 2 apresentou após as duas passagens cronometradas dos 81 concorrentes que alinharam à partida e as do reconhecimento.

WRC Portugal 2016 - Traçado da PEC de Caminha



Na verdade, após a prova, o piso ainda estava capaz de suportar outros tantos “assaltos” das máquinas devido à solução de beneficiação escolhida que decorreu do interesse económico em continuar a manter a realização da prova na zona do Alto Minho, da necessidade de o conciliar com as restrições orçamentais com que as autarquias se defrontam sistematicamente e também da necessidade de assegurar condições desportivas melhores do que as da edição de 2015. Nesse ano a classificativa de Caminha foi caracterizada por muitos abandonos: - “um autêntico cemitério de carros” - e deixou os pisos num estado que exigiram uma intervenção profunda e, certamente, dispendiosa.


 

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Contactados pelo município de Caminha, os gerentes da MSP, conhecedores profundos da realidade das provas de rali e das particularidades dos trabalhos de beneficiação de estradas rurais e florestais, propuseram uma solução bastante mais duradoura e económica e com um desempenho que previa muito superior ao do da solução preconizada inicialmente: a beneficiação das zonas mais degradadas da classificativa com solo-cimento.

Embora não conhecessem em pormenor essa solução os técnicos e o executivo municipais acolheram-na com interesse uma vez que dava resposta ao dilema sério que o município enfrentava.

A solução inicial consistia no reperfilamento com “tout venant” compactado enquanto a ideia da MSP era utilizar uma mistura de solo do troço com cimento feita “in-situ” a aplicar nas zonas de maior desgaste e foi essa que acabou por ser aceite. Aliada à perspetiva de bom desempenho face às ações mecânicas resultantes do passagem dos carros e de durabilidade havia também a considerar a facilidade (não seria necessário transportar materiais de empréstimo) e rapidez de execução (já não havia muito tempo antes da prova). Em todo o processo a natureza do solo a beneficiar levantou bastantes dúvidas já que numa zona particularmente extensa era de origem xistosa com fragmentos lamelares de dimensão grande, facilmente fragmentados pela ação do equipamento etc.

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   Imagem 1                                                                              Imagem 2                                                                              Imagem 3

            
          

Em poucos dias a MSP reuniu o equipamento e preparou o trabalho executou a obra tendo recorrido também ao conhecimento e experiência da firma SOLTEC Firmes Ecológicos de Cáceres http://www.firmesecologicossoltec.com/ com a assessoria técnica prestada pela LUSOESTRADA http://www.lusoestrada.pt/.

O trabalho consistiu no espalhamento do cimento com um doseador STREU MASTER RW 12 atrelado a um trator. Uma vez que não houve tempo para a realização de um estudo aprofundado usou-se um doseamento típico sugerido pela SOLTEC - 3,5% de cimento CEM II/B-L 32,5 N.

Após essa operação fez-se uma escarificação e mistura com escarificadores BOMAG MPH 122 e WIRTGEN WR 2500 numa espessura de 20 cm.

A passagem de uma niveladora trouxe o solo para as cotas finais. Passagens de cilindro de rolos compactaram a mistura adequadamente após a adição de água considerada necessária.

A mistura foi curada com aspersão de água embora tenha havido uma contribuição acidental da chuva que caiu nos dias imediatos à conclusão dos trabalhos.

Em condições normais decorreria um período de tempo adequado para permitir o endurecimento da mistura antes da sua utilização mas o calendário apertado não o possibilitou. Com efeito entre o fim ds trabalhos terminaram e o início das passagens de reconhecimento, não se passaram mais de dez dias.

 

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  Imagem 4                                                                              Imagem 5                                                                                 Imagem 6

             
                      

 

Não obstante estas condicionantes, Rui Pereira, um dos sócios gerentes da MSP e um dos maiores entusiastas da solução, manifestava uma confiança absoluta na redução dos tempos de passagem o que se veio efetivamente a verificar. Kris Meeke fez 10:35,3 na primeira passagem pelos 18,03 km da especial de Caminha e 10:31,7 na segunda.

E não foi apenas a perícia própria de Meeke, uma boa escolha de pneus ou um desempenho particularmente bom do seu Citroen DS3 a ditar esses resultados. Basta ver que a média dos quinze melhores tempos de 2016 foi melhor que o melhor tempo de 2015 obtido por Ogier.

A redução de tempo da primeira para a segunda passagem que quase 44% dos pilotos conseguiu só pode querer dizer duas coisas: os pilotos perceberam que podiam escolher trajetórias mais largas aumentando a velocidade média e conseguiram-no uma vez que o piso manteve condições de circulação de muitíssimo bom nível.  

 

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   Imagem 7                                                                              Imagem 8                                                                                Imagem 9

              
                      

Depois das duas passagens de toda a caravana foi possível testemunhar as trajetórias mais largas e confirmar que as zonas tratadas com cimento (as mais degradadas na edição de 2015) apresentavam um estado de “conservação” muito superior ao das zonas sem tratamento. Não só a profundidade das rodeiras era inferior como a quantidade de fragmentos rochosos soltos era menor e o estado geral de regularidade da superfície muito melhor.

Assim se podem também justificar os 13,6 s que Meeke retirou ao melhor tempo da edição de 2015 (10:48,9). O melhor tempo de 2015 teria correspondido em 2016 ao décimo!!


A Câmara Municipal de Caminha foi particularmente elogiada pelo ACP (organização do Rali) e pela FIA (organização do World Rally Championship) na sessão oficial de entrega de prémios.

A sinalização das zonas a tratar e a não tratar foi feita com estacas de sinalização cravadas pela MSP mas a diferença era de tal ordem que, após a prova uma mera apreciação visual permitia a um desconhecedor do assunto, identificá-las com facilidade.


Este bom desempenho veio a merecer elogios da população quando a região de Caminha e Ponte de Lima foi assolada por incontroláveis fogos florestais na primeira quinzena de Agosto 2016 e a qualidade dos acessos pelo lado de Vila Praia de Âncora contribuiu para uma passagem mais eficaz dos meios de socorro.


Como início do outono e as primeiras chuvas pôde também verificar-se outro importante benefício. As zonas mais elevadas do percurso da classificativa são numa zona granítica sobranceira a Caminha e Vila Praia de Âncora e as valetas são muitas vezes obstruídas por pedras e calhaus que não raramente forçam a água a invadir a plataforma originando regueiras profundas. Este ano, mesmo nas zonas em que a água transbordou, isso não sucedeu: o piso encaminhou facilmente a água pelos caminhos alternativos que ela própria escolheu o que é mais uma confirmação do interesse da solução e da qualidade da execução do trabalho.

Também neste capítulo se pôde verificar a menor sensibilidade à ação da água nas zonas alagadas e principalmente naquelas onde o trânsito de camiões de transporte de madeira é mais intenso.


O trânsito deste tipo de veículos é frequente nas serras de Caminha e Ponte de Lima mas os incêndios de Agosto exigiram um trabalho de grande rapidez e intensidade para se conseguir valorizar a madeira ardida em tempo útil. Sabendo que foi possível recuperar cerca de 20.000 ton é fácil calcular o número de passagens de camiões e imaginar o efeito no pavimento. Nove meses depois dos trabalhos as zonas não tratadas apresentam depressões e poças com as dificuldades de tráfego daí decorrentes.


Nesta intervenção foram tratados apenas 25.000 m2 de pista- “queremos bons pisos mas este é um rally em terra”- mas, em 2017, garantida que está a permanência do Rally na zona a norte do Douro, é possível prever uma nova intervenção no troço de Caminha para beneficiar as zonas em que foi feito apenas um reperfilamento e compactação e em que a degradação se acentuou. Desse modo garantir-se-á um bom desempenho do piso beneficiando o espetáculo desportivo e assegurando o retorno financeiro do investimento na prova ao mesmo tempo que se proporciona às populações, aos utilizadores turísticos e às atividades florestais acesso com maior comodidade e segurança durante todo o ano.

 

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    Imagem 10  (foto após prova)                                                  Imagem 11  (foto após prova)                                                    Imagem 12  (foto após 9 meses)   

              

      
Imagem 13  (foto após 9 meses)                                               Imagem 14  (foto após 9 meses)                                             Imagem 15 (foto após 9 meses)   

            




A MSP ficará sempre associada a uma realização extremamente bem-sucedida e levada a cabo em pouco tempo e de forma muito prática.


Estes foram sem dúvida os maiores vencedores!

 


O que é o Solo-Cimento e para que serve


O Solo-Cimento é uma mistura criteriosa de solo natural com cimento e água. Esta mistura atribui ao solo uma maior capacidade resistente, sem eliminar a sua flexibilidade natural.


É utilizado em qualquer situação em que se pretenda melhorar o desempenho mecânico dos solos. A aplicação desta solução construtiva permite que os solos naturais presentes na frente de obra sejam passíveis de serem utilizados em camadas estruturais de pavimentos rodoviários, e em alguns casos até como solução final, como é o caso dos caminhos municipais, acessos florestais, acessos particulares, etc.

 

 

Que cimento se deve utilizar?


Qualquer um dos cimentos correntes pode ser utilizado na execução de Solo-Cimento, com principal destaque para o CEM II/B-L 32,5 N. Na obra executada pela MSP em 2016 em Caminha foram utilizadas cerca de 370 toneladas de CEM II/B-L 32,5 N para o tratamento de, aproximadamente, 25.000 m2 com uma espessura média de 20 cm.


 

Vantagens do solo cimento

 

As vantagens são inúmeras nos aspetos técnico, ambiental e económico.


Basta pensar no que se poupa em recursos naturais pela valorização dos materiais locais, na diminuição das emissões de CO2 associadas à movimentação de solos e no benefício que o tempo de vida alargado da obra proporciona
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 As diversas fases de uma obra

 

 Consulte informação sobre outras obras aqui
 

 

   

 

 


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