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O betão é um material sofisticado e nobre, com constituintes fabricados de forma muito exigente e cuja formulação exige conhecimento profundo. Desde a Especificação do Betão até à Cura e Proteção, a forma como se cuida o betão pode pôr em causa todo o seu desempenho mecânico e durabilidade se nos permitirmos práticas de muitos anos e que não são as mais corretas.

           

Especificação. 

 

As boas práticas devem iniciar-se ainda antes da chegada do betão à obra. O Especificador é quem tem a obrigação de definir os requisitos específicos e transmiti-los claramente ao produtor:

  • Classe de resistência; 
  • Classe de consistência;
  • Máxima dimensão do agregado;
  • Teor de cloretos;
  • Classe de exposição ambiental.

Estes são elementos fundamentais para que o produtor possa fornecer o betão adequado às peças a betonar.

 

Enquanto que a classe de resistência, o teor de cloretos, a classe de exposição ambiental e a máxima dimensão do agregado são definidos num patamar mais científico, a classe de consistência depende mais das condições em que se vai aplicar o betão ou da geometria da peça a betonar. Por exemplo, betões muito secos são mais difíceis de aplicar e por isso consomem mais tempo. Por outro lado, betões demasiado fluídos poderão não ser práticos para determinadas geometrias (escadas, rampas, etc.).

  

 

 

Planeamento da betonagem. 

 

Quanto menos tempo passar entre a mistura em central e o momento da colocação, mais fácil será a sua aplicação e melhor será o seu desempenho.

 

Outra questão é a do ritmo de aplicação que deve ser ajustado para que medeie o menor tempo possível entre a colocação do betão de autobetoneiras consecutivas evitando assim a formação de juntas frias.

 

Embora a utilização de adjuvantes facilite a gestão do tempo nas betonagens a situação ideal é a aplicação de betão em modo contínuo, sem tempos de espera.

 

Não se quer com isto dizer que a aplicação do betão deve ser feita de forma desenfreada. Se nos cingirmos apenas ao tempo que demoramos a colocar o betão na peça que pretendemos betonar, uma aplicação exageradamente rápida pode trazer outro tipo de problemas tais como o assentamento excessivo do betão ou a fissuração por assentamento plástico.

 

    

Como o tempo é um fator chave em qualquer betonagem, um bom planeamento e uma criteriosa gestão do tempo evitam atrasos indesejáveis na colocação do betão.

 

Assim podem ser recordadas algumas recomendações para um bom planeamento:

 

  • Garantir todo o equipamento de segurança ativo e passivo necessário para o trabalho em causa;
  • Zelar pela existência de um espaço seguro e estável que permita as manobras da autobetoneira e da autobomba quando aplicável. Quando não for possível efetuar descarga direta e for necessário contratar serviço de bombagem, dever-se-á ter especial cuidado com a existência de cabos de eletricidade ou outros obstáculos nas imediações do espaço reservado para a autobomba;
  • Garantir uma fonte de energia alternativa na frente de obra que permita a ligação do vibrador e de iluminação se necessário, no caso de a fonte primária falhar;
  • Escolher o tipo de vibração e o vibrador considerando o tipo de peça a betonar;
  • Informar o produtor de betão sobre a hora de início, as quantidades e frequência estimadas. Uma cubicagem rigorosa das peças a betonar é importante, mas deverá considerar-se uma quantidade 2% a 5% superior devido a desperdícios e ao assentamento natural do betão;
  • Tomar em consideração as condições atmosféricas (temperatura, humidade e velocidade do vento) na marcação da betonagem.

 

 

Receção de betão.              

 

Muitas vezes a receção do betão é atribuída a pessoas que não estão sensibilizadas para a importância desta tarefa, podendo daí decorrer situações inesperadas com reflexo negativo no futuro.

Assim recomenda-se:

 

  • Receber sempre o betão à chegada à obra verificando a correspondente guia de remessa;
  • Verificar que as cofragens se encontram húmidas, bem fixas, alinhadas e escoradas, estanques e também isentas de desperdícios. Nunca esquecer de aplicar óleo descofrante;
  • Confirmar que se respeitam os recobrimentos mínimos normativos;
  • Verificar se os moldes para a colheita de provetes se encontram aptos, quando aplicável.

               

           

 

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