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Um betão bem aplicado deve envolver totalmente as armaduras e preencher todos os espaços que a cofragem delimita, sem ter sofrido segregação.

 

A melhor forma de aplicar o betão é colocá-lo logo à partida o mais próximo possível da sua posição final, minimizando as operações de espalhamento evitando assim o “arrastamento” (movimentação horizontal) do betão. Projetar o betão contra as paredes da cofragem e não diretamente para a base também é contraproducente pois aumenta a possibilidade de segregação.

 

Como o betão fresco tem naturalmente ar incorporado, é necessário limitar esse teor a aproximadamente 2%, que é um valor aceitável para a compacidade dos betões correntes. Acima deste valor estima-se que cada 1% de ar introduzido prejudicará a resistência em aproximadamente 5%. Além disso, betões muito porosos não protegem as armaduras convenientemente, tornando as estruturas menos duráveis.

 



                       

O método usual para retirar o ar do betão fresco é por intermédio da vibração recorrendo a vibradores de agulha.

 

Considera-se que esta está terminada quando apenas as bolhas de ar mais pequenas afloram à superfície do betão. Também se pode considerar a vibração suficiente a partir do momento que o som do vibrador embebido no betão passa a ser constante. Depois de vibrado o betão deverá apresentar na face superior um brilho contínuo.

 

A vibração excessiva é prejudicial por poder provocar a segregação do betão, tornando-o heterogéneo.

 

Esta fase é de grande importância uma vez que tanto a vibração excessiva como a deficiente prejudicam de forma decisiva o desempenho final do betão.

 

    

Em complemento relembram-se algumas boas práticas que concorrem para uma melhor performance do betão:

 

  • Não utilizar cofragens ou outras peças que sejam constituídas por alumínio ou aço galvanizado uma vez que estes materiais e o betão reagem quando entram em contacto;
  • Elementos estruturais não deverão estar em contacto direto com o solo. Para tal deve-se utilizar uma camada de betão de limpeza com pelo menos 5cm antes da implantação da estrutura ou prever um aumento do recobrimento das armaduras;
  • A adição de água em obra sem a supervisão de um responsável técnico do produtor faz cessar as suas responsabilidades uma vez que constitui uma adulteração da composição. Este mau hábito pode ter consequências muito graves na resistência e na durabilidade;
  • O betão nunca deverá ser aplicado em queda livre com alturas superiores a 1,5m e deverá ser aplicado preferencialmente de uma altura inferior a 1,0m. Para o efeito devem ser usadas mangas, caleiras ou tubagens de modo a diminuir a altura de queda. No caso de se utilizarem tubagens o diâmetro interno deverá ser superior a três vezes a maior dimensão do agregado mais grosso; Peças inclinadas deverão ser betonadas de baixo para cima;
  • A temperatura do betão não deverá ser inferior a 5ºC nem superior a 35ºC;

  • Na impossibilidade de evitar juntas de betonagem, estas deverão ocorrer nas zonas menos esforçadas. De modo geral devem ser evitadas juntas nas zonas dos apoios e a meio vão. Antes de proceder à segunda fase de betonagem a zona da junta deverá ser escarificada e devidamente tratada de forma a garantir a ligação;
  • O betão deverá ser aplicado em camadas de espessura constante entre os 30cm e os 50cm;
  • O vibrador deverá entrar cerca de 10cm na camada subjacente de forma a promover a ligação entre camadas. Habitualmente a revibração de uma camada pode ser feita até aproximadamente 1h30 após a sua aplicação;
  • Deverá evitar-se que o vibrador entre em contacto com a cofragem e com as armaduras;
  • O diâmetro e a frequência do vibrador deverão ser selecionados consoante a geometria da peça a betonar. Notar que diferentes vibradores têm raios de ação diferentes;
  • A agulha deverá penetrar no betão por ação do peso próprio e retirada com cuidado de modo a não deixar vazios. 

 

      

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